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01/01/2019

Saiba quem é a Roberta da música de Peppino di Capri

Quando Giuseppe Faiella despontou para a música, fez todas as ragazze italianas vestirem a minissaia e dançarem ao ritmo do twist. O cantor, nascido na Ilha de Capri, no golfo de Napoli, região da Campania, até gravou um compacto com canções românticas em 1958. Entretanto, foi com as dançantes “Let’s twist again” e “Saint Tropez Twist”, anos mais tarde, que ele conquistou de vez o público.

Durante uma apresentação em Ischia, outra ilha da localidade onde nasceu, conheceu Roberta Stoppa, uma das mais lindas e bem pagas modelos italianas na época. O cupido tratou de aproximá-los e gerar uma história de amor que dava indícios de que seria um verdadeiro conto de fadas. E assim foi por quase uma década.

O casamento de Peppino e Roberta, em 1961, parou a Itália. A cerimônia foi acompanhada por dezenas de fotógrafos enquanto uma multidão de fãs recepcionava o casal em frente à igreja. Ele próprio conta que os telejornais exibiram reportagens com mais de 10 minutos sobre o acontecimento. A repercussão foi mundial.

Em 1963, Peppino compôs uma música que contava a história de um homem que implorava o perdão da amada. A inspiração veio durante a noite. Imediatamente, ele acordou Roberta e perguntou se poderia usar o nome dela como título da canção. Assim nasceu um dos maiores sucessos da carreira do artista.

Essa versão é a sustentada por Peppino sempre que lhe é perguntado sobre a origem da letra. É claro que jornais da época especularam a respeito de uma possível pisada na bola que fez o cantor buscar uma reconciliação com a esposa através da música.

O que a imprensa não poderia imaginar é que o relacionamento teria um fim. Houve muitos altos e baixos na vida de ambos. Peppino não esconde que adorava frequentar cassinos. Em meados da década de 70, chegou a ter uma dívida gigantesca logo no momento no qual não conseguia emplacar um novo sucesso.

A separação provocou mágoas em Roberta. Em entrevista ao jornal Corriere del Mezzogiorno, em 2010, a ex-modelo contou que estava grávida quando foi abandonada por Peppino. “Você deixou uma mulher grávida em 1970, quando não havia nem divórcio na Itália. Mas com o tempo lhe perdoei”, desabafou.

À Revista Club3, o cantor falou sobre o período. “As coisas não iam no caminho certo. Eu estava cheio de dívidas e o humor não permitia que eu fosse brilhante como ela queria. Bastava de festas, de vida mundana, mas ela não aceitou. Era feita para aparecer e ser admirada. Hoje sou feliz com Giuliana, que é doce e sempre serena”, disse.

A bióloga Giuliana Gagliardi está casada com Peppino desde 1978. O casal tem dois filhos: Edoardo e Dario. Ela nunca ganhou uma música só para ela. No entanto, contribuiu para a virada que o cantor tanto queria dar na carreira. Ao longo da década de 70, foram nove apresentações no Festival de Sanremo. Peppino venceu em 1973 com “Un grande amore e niente più”, mesmo ano em que gravou “Champagne”, e em 1976 com “Non lo faccio più”.

A união com a primeira esposa deixou lembranças, o primogênito Igor e uma das canções mais lindas desse grande artista mundial. Sem esquecer, é claro, de milhares de mulheres por todo o mundo que ganharam esse nome: Roberta.

Roberta

lo sai, non è vero,
che non ti voglio più.
lo so, non mi credi,
non hai fiducia in me.

Roberta ascoltami,
ritorna ancor ti prego.
Con te ogni istante
era felicità,
ma io non capivo,
non t’ho saputo amar.

Roberta, perdonami,
ritorna ancor vicino a me.

Roberta ascoltami,
ritorna ancor ti prego.
Con te ogni istante
era felicità,
ma io non capivo,
non t’ho saputo amar.
Ascoltami, perdonami,
ritorna ancor vicino a me.
Vicino a me.

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